Menos inteligentes do que pensam que são, e mais inteligentes daquilo que poderão vir a tornar-se.
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Menos inteligentes do que pensam que são, e mais inteligentes daquilo que poderão vir a tornar-se.

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COMEM-SE PESSOAS EM PORTUGAL
Em 1729, Jonathan Swift escreveu e editou uma sátira política intitulada  A Modest Proposal (Uma modesta proposta para prevenir que, na Irlanda, as crianças dos pobres sejam um fardo para os pais ou para o país, e para as tornar benéficas para a República. Aí sugeria aos irlandeses pobres vender os seus filhos às famílias ricas, “considerando que a manutenção de cem mil crianças, de dois anos e para cima, não pode ser calculado em menos de dez xelins por peça e por ano, as acções da nação serão assim aumentada de cinquenta libras opor ano, além do lucro de uma nova receita, e do requinte do seu paladar, apresenta os requisitos de todos os cavalheiros de fortuna do reino”. 
 via abnoxio.weblog.com.pt

COMEM-SE PESSOAS EM PORTUGAL

Em 1729, Jonathan Swift escreveu e editou uma sátira política intitulada  A Modest Proposal (Uma modesta proposta para prevenir que, na Irlanda, as crianças dos pobres sejam um fardo para os pais ou para o país, e para as tornar benéficas para a República. Aí sugeria aos irlandeses pobres vender os seus filhos às famílias ricas, “considerando que a manutenção de cem mil crianças, de dois anos e para cima, não pode ser calculado em menos de dez xelins por peça e por ano, as acções da nação serão assim aumentada de cinquenta libras opor ano, além do lucro de uma nova receita, e do requinte do seu paladar, apresenta os requisitos de todos os cavalheiros de fortuna do reino”. 

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VIVA A GRÉCIA
Quando um romeno liga o televisor, lá aparece nas notícias a imagem da bancarrota portuguesa.
via red.paginas.sapo.pt

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Quando um romeno liga o televisor, lá aparece nas notícias a imagem da bancarrota portuguesa.

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De cada vez que se acende uma vela no Banco Central Europeu, morre um romeno na Hungria.
via www.bce.ca

De cada vez que se acende uma vela no Banco Central Europeu, morre um romeno na Hungria.

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O “Correio da Manhã” é o único jornal seguramente português, com o único jornalismo de reportagem que se faz actualmente em Portugal. O foragido que matou dois polícias, e os dois polícias que mataram o foragido; o funeral das respectivas vítimas, o facto de morarem ou não em Massamá; e o seu currículo em Chelas. Ultimamente pelam-se por Mirandela. Depois há sempre um qualquer opinador onanista que dia sim escreve sobre a falta de justiça em Portugal, e dia não afirma acreditar na justiça.
via 3.bp.blogspot.com

O “Correio da Manhã” é o único jornal seguramente português, com o único jornalismo de reportagem que se faz actualmente em Portugal. O foragido que matou dois polícias, e os dois polícias que mataram o foragido; o funeral das respectivas vítimas, o facto de morarem ou não em Massamá; e o seu currículo em Chelas. Ultimamente pelam-se por Mirandela. Depois há sempre um qualquer opinador onanista que dia sim escreve sobre a falta de justiça em Portugal, e dia não afirma acreditar na justiça.

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INTERNETOZÓICO
Período da existência da Terra durante o qual todo o homem podia afirmar “estou na rede, logo existo”. No Internetozóico qualquer pessoa podia existir, desde que tivesse um vizinho com rede.
via ohermenauta.files.wordpress.com

INTERNETOZÓICO

Período da existência da Terra durante o qual todo o homem podia afirmar “estou na rede, logo existo”. No Internetozóico qualquer pessoa podia existir, desde que tivesse um vizinho com rede.

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Carta  a José Sócrates
                No caso de eu ter sido baptizado com um nome destes, o de filósofo grego, a primeira coisa que faria quando chegasse a primeiro-ministro seria declarar: “Só sei que nada sei”. E daí, de esse acto de humildade e inocência tinha a minha carreira de governante automaticamente e em todos os casos perdoada. Durante as interpelações ao governo no Parlamento, em vez de mostrar cornos ou chamar nomes ao inimigo, poderia confrontá-los com um lapidar “conhece-te a ti próprio”, ou “senhor deputado, conheça-se a si próprio”, o que nem um “penso logo existo” de Paulo Portas conseguiria neutralizar. Isso daria ao adversário a possibilidade de reconhecer também a sua face oculta e a sua própria sucata. A declaração irónica de Sócrates certamente cairia muito bem num qualquer inquérito parlamentar, fosse ele na Comissão de Ética ou em qualquer das muitas comissões que o Parlamento tem para apurar a comida e a mentira. “Quanto ao caso Freeport (ou Porto Livre, em linguagem de piratas) senhores deputados, só sei que nada sei”. “No caso Face Oculta, senhor deputado, pois se ela é oculta, como a outra face da Lua, só os astronautas e as equipas de investigação da NASA a podem alcançar”.  “Quanto ao desemprego, ao défice, ao umbigo de Manuela Moura Guedes, só sei que nada sei”.
Como diria Sócrates, o filósofo ateniense: “A eloquência é a arte de aumentar as coisas pequenas e diminuir as grandes”.

foto de http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Sócrates

Carta  a José Sócrates

                No caso de eu ter sido baptizado com um nome destes, o de filósofo grego, a primeira coisa que faria quando chegasse a primeiro-ministro seria declarar: “Só sei que nada sei”. E daí, de esse acto de humildade e inocência tinha a minha carreira de governante automaticamente e em todos os casos perdoada. Durante as interpelações ao governo no Parlamento, em vez de mostrar cornos ou chamar nomes ao inimigo, poderia confrontá-los com um lapidar “conhece-te a ti próprio”, ou “senhor deputado, conheça-se a si próprio”, o que nem um “penso logo existo” de Paulo Portas conseguiria neutralizar. Isso daria ao adversário a possibilidade de reconhecer também a sua face oculta e a sua própria sucata. A declaração irónica de Sócrates certamente cairia muito bem num qualquer inquérito parlamentar, fosse ele na Comissão de Ética ou em qualquer das muitas comissões que o Parlamento tem para apurar a comida e a mentira. “Quanto ao caso Freeport (ou Porto Livre, em linguagem de piratas) senhores deputados, só sei que nada sei”. “No caso Face Oculta, senhor deputado, pois se ela é oculta, como a outra face da Lua, só os astronautas e as equipas de investigação da NASA a podem alcançar”.  “Quanto ao desemprego, ao défice, ao umbigo de Manuela Moura Guedes, só sei que nada sei”.

Como diria Sócrates, o filósofo ateniense: “A eloquência é a arte de aumentar as coisas pequenas e diminuir as grandes”.

foto de http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Sócrates

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Carta a Alberto João Jardim
                É sabido que o povo da Madeira é um povo superior. Os seus cabelos pretos e olhos castanhos conferem-lhe uma singularidade em todo o mundo. Poucos povos se assemelham a este, no seu ADN. As suas raízes genéticas transportam tudo o que de melhor há na humanidade: paciência, abnegação, subserviência. Alberto João Jardim, filósofo, cientista e português isolou pela primeira vez em laboratório as características desse povo e por isso merecia o prémio Nobel da etnologia. A.J.J., que tem o nome de Jardim, como a Madeira, descobriu que o povo que governa é bípede e que executa superiormente tarefas como varrer as ruas ou dar consultas de oftalmologia. A tal ponto que os genes madeirenses  deviam ser reproduzidos e todos os outros genes -  dos Açores, do Continente ou da Malásia -impedidos de se procriar. Deviam ser lançados progroms contra  chineses e cubanos, e ser celebrada uma Noite de Cristal com apedrejamento das montras de restaurantes chineses e supermercados continentais, inscrevendo-se neles com ostracismo o selo de Salomão. Declarando o povo da Madeira um povo superior, Jardim está sobretudo a declarar-se um homem superior, uma vez que nasceu na Madeira. A.J.J não gosta que os portugueses da Madeira sejam portugueses, muito menos gosta de ser português. Anda continuamente disfarçado de pessoa. E mesmo quando tira a máscara pelo Carnaval, não consegue disfarçar aqueles traços humanóides que o aproximam de qualquer continental.

fotografia de Alberto João Jardim (via kaosinthegarden)

Carta a Alberto João Jardim

                É sabido que o povo da Madeira é um povo superior. Os seus cabelos pretos e olhos castanhos conferem-lhe uma singularidade em todo o mundo. Poucos povos se assemelham a este, no seu ADN. As suas raízes genéticas transportam tudo o que de melhor há na humanidade: paciência, abnegação, subserviência. Alberto João Jardim, filósofo, cientista e português isolou pela primeira vez em laboratório as características desse povo e por isso merecia o prémio Nobel da etnologia. A.J.J., que tem o nome de Jardim, como a Madeira, descobriu que o povo que governa é bípede e que executa superiormente tarefas como varrer as ruas ou dar consultas de oftalmologia. A tal ponto que os genes madeirenses  deviam ser reproduzidos e todos os outros genes -  dos Açores, do Continente ou da Malásia -impedidos de se procriar. Deviam ser lançados progroms contra  chineses e cubanos, e ser celebrada uma Noite de Cristal com apedrejamento das montras de restaurantes chineses e supermercados continentais, inscrevendo-se neles com ostracismo o selo de Salomão. Declarando o povo da Madeira um povo superior, Jardim está sobretudo a declarar-se um homem superior, uma vez que nasceu na Madeira. A.J.J não gosta que os portugueses da Madeira sejam portugueses, muito menos gosta de ser português. Anda continuamente disfarçado de pessoa. E mesmo quando tira a máscara pelo Carnaval, não consegue disfarçar aqueles traços humanóides que o aproximam de qualquer continental.

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